25 bad vibes
Setembro 28, 2008
dormi no hotel. acordei com dor de cabeça. tomei café e fui dormir de novo, lá pelas 9:30. aí fiquei naquele sonho de sempre, dormindo, acordando, sonhando que tava acordando, no sonho do sonho. e eu sentia que eu tava mole, que queria me mexer na cama, mas meus braços não respondiam, e parecia que eu fazia barulho de verdade, força de verdade, (the usual), e meu deeeeus que leseira, que falta de controle sobre mim mesma. fiquei um tempão assim, nessa aflição de sempre, quando ouvi minha mãe entrando no quarto, e ouvi eles perguntando se iam me acordar pra almoçar e eu pensando pleeeease, me sacode, preciso sair dessa cama. minha mãe deitou do meu lado, mas falou, não, vamos deixar ela dormindo que ela tá com dor de cabeça. e eu virava pro lado dela, quase enxergava ela, mas não mexia, minha voz não saía. oh shit. e saíram. aí voltei pro sonho, sonhava que eu estava naquela mesma cama, e que tinha um cara me prendendo com correntes, me pendurando, prendendo meu braço com muita força, eu não conseguia fazer nada, nem chutar, nem gritar, ficava me debatendo, e é lógico que eu não devia estar me debatendo de verdade, mas tinha a impressão de que sim. e eu estava com muita, mas muita raiva, mas é como se eu quisesse gritar e minha voz não saísse de jeito nenhum, queria chutar, mas minha perna não respondia. horrível. pra sempre presa dentro desse sonho. aí acordei pesadíssima, como se tivesse carregando 50 quilos em cima de mim, e levantei correndo da cama. era meio dia.
vintequatro
Setembro 24, 2008
sonhei que eu tinha ido viajar com um primo, e chegamos numa cidade qualquer, e resolvi que ia fazer um piercing no umbigo. fui. o cara pegou um pedaço de arame fininho, e começou a enfiar aquilo no meu umbigo, entrava por cima, daí saía no meio, furava de novo embaixo, fez um nó com aquilo dentro da minha pele. foi muito aflitivo, e parecia que eu estava sentindo a dor de verdade. mas achei que quem sabe era assim mesmo que tinha que ser. saí de lá de tops, e ficava olhando pro meu piercing tentando achar que estava tudo bem. mas doííiiiia de verdade. aí uma hora fui encostar nele, só porque sim, e quebrei uma pontinha. ainda pensei nossa que frágil. mas aí como ele ficou aberto, começou a entrar dentro de mim, e ia sumindo aos poucos e eu pensando caralho.. vai ficar lá dentro, imagina o estrago, e toda aquela dor. ficava tentando pegar o araminho pra arrancar fora, mas ele foi entrando, absorvendo na pele, e quando vi, já era. daí saiu uma coisa de dentro de mim.. tipo um pedaço de mim lá dentro, saiu pelo umbigo, e começou a espirrar sangue. mas meu sangue era branco.. tipo leite. é-ca. passada essa fase, me recuperei, e aí fui perceber que eu não sabia onde estava. aí achei um morador da cidade e perguntei where-the-hell am I. aí ele disse que era uma cidade clandestina embaixo dágua. mas só que eu não tava na água nadando nem nada.. achei estranho, aí o morador falou que ia me levar na superfície. e nós fomos subindo, subindo, e aí o céu era uma camada de água, antes do céu de verdade. passei da superfície e vi todo um mar agitado, e perguntei, se era clandestina, como as pessoas nunca descobriram a cidade? aí ele falou que pra disfarçar, eles plantavam árvores gigantes que passavam da superfície, e eu vi mesmo, uns galhos com umas maçãs saindo da água, e eles achavam que assim ninguém descobriria nada.
23!
Setembro 15, 2008
eu estava viajando de avião com f., c.a., e eu tinha um filho de uns 5 anos. estávamos no avião e eu morrendo de medo, odiando. a gente pousou e decolou várias vezes, fazendo mil conexões. pra pousar, o avião entrava tipo numa montanha russa, toda brilhando cheia de luzes piscando, e parava numa fila com vários aviões, tipo ponto de ônibus. fizemos isso várias vezes. a gente estava sentado os três um do lado do outro, o bebê em algum lugar qualquer, e eu comentando que putz, que medo eu tinha de voar. na nossa frente tinha uma sala, fechada por uma porta de vidro, e umas muheres ficavam fazendo quilos e quilos de salada de macarrão. sim. aí o piloto falou que na nossa viagem teríamos que passar pela “passagem”, sei que isso tinha um nome no sonho, mas eu não lembro qual era (na verdade eu lembro, mas é tãaaaao absurdo que se eu falar vai parecer mentira). daí eu mega com medo, perguntei pro f. se ele já tinha feito uma viagem com a tal “passagem”, porque eu não sabia bem como era, mas tinha muito medo. e na minha cabeça, essa passagem era assim: o piloto ia controlando o avião numa certa altura x, até que ele encontrava uma mega corrente de ar, e o avião tinha que entrar nessa corrente e ia indo sozinho até o outro lado de algum lugar… assim, uma coisa normal. mas o f. falou que não… que a passagem era um pedaço da viagem que a gente fazia em outra dimensão, sem o horizonte, dizia ele. aí eu ah, aham, ok. e estava todo mundo nervoso, querendo conhecer a tal passagem, em pé no avião, conversando, esperando. aí a gente passou por um portal invisível, só deu pra sentir uma coisa passando por nós, tipo uma onda de energia, e quando passamos por isso ficou tudo completamente mudo, silêncio total, e a gente não sentia mais nada. ficou tudo leve. antes a gente enxergava o mundo lá em baixo, mas depois de passar por isso não existia mais nada, passamos por um enorme branco vazio, sem nada, sem som. foi bem esquisito, mas era uma sensação boa. e parecia que estávamos voando em câmera lenta. aí o avião começou a ir meio passeandinho, de lado, mergulhando no ar, e de repente enxergamos o portal de verdade lá na frente, e o mundo que existia na tal outra dimensão. a gente estava bem pertinho do mar, e passamos pelo meio de duas pilastras gigantes redondas, meio vermelhas, e depois de passar disso entramos num lugar absuuuuuurdo, com milhares de pilastras dessas, e a gente ia passando pelo meio delas, e tinha uns dragões vermelhos nadando no mar e eles eram super sociáveis e ficavam nadando perto do avião, querendo manter um contato. e tinham montanhas enormes e umas coisas de mármore saindo da água, tudo vermelho e creme, tudo incrível. era um lugar super pacífico. místico, eu diria. sem barulho nenhum, tudo em câmera lenta. a parte mais sem noção de um sonho meu e v e r. daí passamos pela passagem de novo, pelo portal invisível, pela onda sem som, sem sentir. aí tá, ficou tudo normal, uma viagem normal num avião, com toda aquela salada de macarrão por ali, meu filho passeando por todos os lados. e aí pousamos na montanha russa e a viagem acabou.
22
Setembro 5, 2008
todo dia, mesma coisa. hj a c dormiu na minha cama. sonhei que estávamos dormindo na minha cama. acordei uma hora que ela estava falando com alguém no telefone, e ela veio bem perto de mim e deu um beijo demorado na minha bochecha. aí eu queria virar, pra dar um bom dia e tal, mas não conseguia. é como se meu corpo fosse um casulo, e eu tivesse lá dentro me debatendo pra me mexer e não conseguisse. e sinto que eu fico fazendo força mesmo, fazendo até barulho, me esforçando. e eu pensava “não, de novo não, dessa vez eu vou conseguir”. e quando consegui, vi que na verdade ela estava dormindo. virei de novo. dormi. acordei e tinha um espelho bem na minha frente, eu demorei pra conseguir abrir o olho de verdade porque estava com muito sono, mas quando abri, levantei a cabeça e quando me olhei eu era outra pessoa… e a eu do espelho me deu tchau, e eu fiquei muito confusa. dormi de novo. aí senti alguém mexendo na minha perna. acordei e tinha uma menina sentada no chão na beira da cama, empurrando meu joelho, e ela ficava me xingando e queria que eu saísse, mas eu não conseguia ver quem era, porque o sono era tanto, meu olho não abria direito e eu não entendia nada, tipo who-is-this-person. dormi. acordei e tinha uma estante na parede, bem fininha, e o francisco tava dormindo lá em cima. fiquei pensando que putz, ele ia cair a qualquer momento. aí fiquei sentada na cama olhando e uma hora ele acordou e caiu, só que ele não tinha percebido que tinha caído, então enquanto isso ficou paradinho no ar, bem ao meu alcance, e deu tempo de eu pegar ele no colo e colocar pra dormir comigo. por último, acordei de novo e fiquei olhando pra parede branca. tinha certeza que essa hora eu estava acordada de verdade, mas começaram a aparecer umas letras se desenhando sozinhas na parede, tipo várias letras, uma em cima da outra, escritas em preto, e elas iam se mexendo como se fossem virar uma frase, e se eu ia mexendo o olho na parede, as letras iam me seguindo, se mexendo, mas nunca chegaram a formar nada. e enquanto isso eu ficava pensando que não queria esquecer nenhuma parte do sonho, que eu queria escrever, e queria acordar naquela hora mesmo pra anotar alguma coisa, umas palavras chaves. e me mexia, me mexia lá dentro, fazia esforço e nada. acordei até cansada, como se tudo tivesse acontecido de verdade, me virei na cama, mas não quis dormir de novo pra acordar no sonho, do sonho do sonho, e nunca de verdade.